Design é uma arte cerebral e não é de resultados que é moldada essa construção, mas de processos, meios, referências e especialmente descontruções. Alê Gustavo se reconstrói a cada novo trabalho: não podem sobrar arestas da mesmice ou da cópia nas mãos de um artesão que corre atrás do original: as idéias do cliente lançadas na cabeça-liquidificador.
Fotografia é o recorte do olhar e é de observação que sobrevive qualquer fotógrafo ou designer. Alê reserva constantemente tempos para a imersão no melhor do audiovisual contemporâneo; a música é parte do dia a dia e quem disse que tudo isso não tem a ver com direção de arte?
É a metalurgia feita com as mãos e daà metal-orgânico – e não é de contato com o mouse que estamos falando. Por que não cores, traços, formas e sombras que sejam cada vez mais táteis, sensoriais e cheias sinestesia? Papel e pixel, caneta e vetor, imagem e rock.
É obra da coletividade. O caminho pode ser solo para ultrapassar barreiras corporativas, mas a inteligência é coletiva. Alê é designer independente, mas conta com parceiros conectados para a produção daquilo que está além do esperado.
Trabalhar com criatividade é o artesanato da organização-ousada. Seu briefing é a base para ir além: a coragem e a inovação também dependem da simplicidade e de uma agenda bem estruturada. Não atrasar é essencial e Alê preza por isso.
